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O poder da escrita e o caminho para o bem-estar mental

O tema do bem-estar mental vem tendo cada vez mais destaque desde o começo da pandemia. Entre o isolamento e a crescente do vírus, muitos problemas que eram fáceis de ignorar com a vida social seguindo normalmente, se tornaram evidentes quando muitas pessoas se encontraram sozinhas consigo mesmas.

Quem já fez terapia, sabe que a parte mais difícil no começo é se abrir. Compartilhar suas dúvidas, traumas e problemas com uma pessoa estranha pode ser desafiador, ainda mais quando não entendemos nós mesmos bem o suficiente para explicá-los com clareza. 

Não é fácil falar sobre seus pensamentos, ou até os entender, sem uma maneira de organizá-los. É aí que entra uma ferramenta superimportante da psicanálise, a escrita terapêutica. Segundo Sigmund Freud, a verbalização faz parte do processo de cura, por isso ao colocar sentimentos e acontecimentos em palavras, possibilitamos a liberação de memórias e emoções reprimidas.

 Este tipo de terapia criativa nada mais é do que a escrita do seu fluxo de pensamento sem a preocupação do julgamento da palavra falada, que pode ser muito intimidante num primeiro momento, principalmente para quem está do lado mais introvertido do espectro social. Para muitos, colocar estas reflexões no papel pode trazer um entendimento melhor do nosso comportamento e personalidade, como olhar para um espelho que reflete nosso interior.

Quando se experenciam sintomas da ansiedade, estresse ou muitos outros efeitos de doenças psicológicas, o raciocínio se torna confuso, a mente parece não trabalhar a nosso favor e se cria um redemoinho de emoções que muitas vezes não faz muito sentido. A escrita terapêutica busca esvaziar a mente dessa agitação através do auto entendimento.

Assim como em todos os aspectos do tratamento psicológico, não há uma maneira certa ou errada de se praticar, podendo-se aplicar diferentes técnicas dependendo da preferência da pessoa. Podem ser realizados diários, listas, cartas com um destinatário imaginário, ou até uma onda de palavras que só façam sentido para si mesmo.

O importante é não se frear ou se julgar de maneira alguma. O projeto não será avaliado, então não há necessidade de se preocupar com ortografia ou gramática, basta apenas deixar que sua mente seja transcrita em papel, não importa qual forma ela tome.

 Se deseja começar a praticar, mas não sabe como, um bom caminho é um resumo do dia, seja em formato de lista ou diário. Criando a prática de conversar consigo mesmo, caminhos se abrem na mente para que possamos expressar ao longo do tempo sentimentos cada vez mais profundos.

No final, sempre que estamos sofrendo, é importante explorar todas as alternativas buscando uma melhora. Mesmo que você pratique a escrita terapêutica, falar sobre ela com um profissional é essencial para a jornada de cura que todos devemos experienciar. Lembre-se de observar sua saúde mental tão de perto quanto a física.


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